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Gustavo Bochecha: o construtor

Terça-feira, 20 de setembro de 2016.

Nessa data o Botafogo-RJ se sagrava campeão do Campeonato Brasileiro Sub-20 ao enfrentar o Corinthians pelo jogo de volta e vencendo a equipe paulista por 2 x 0 (na ida, os cariocas haviam empatado em 1 x 1).

Esse foi o segundo título do clube carioca naquele ano, que já haviam vencido o rival Flamengo pelo Carioca Sub-20 no dia 06 de agosto.

Natural de Duque de Caxias-RJ, um dos jogadores daquela equipe sub-20 era Gustavo Costa da Silva Machado (22) comumente chamado por Bochecha, que hoje é atleta profissional do Botafogo, clube que disputa a Serie A do Campeonato Brasileiro.

Na partida de ida da final do Brasileirão Sub-20, o volante / meio-campista canhoto de apenas 20 anos de idade já deixava o seu cartão de visitas aos paulistanos:

  • Passes (certos): 79 (71 = 89,8%)
  • Passes longos (certos): 12 (9 = 75%)
  • Passes para o terço final (certos): 10 (7 = 70%)
  • Dribles (com sucesso): 1 (1)
  • Duelos (ganhos): 11 (6 = 55%)
  • Interceptações: 6
  • Recuperações (no meio-campo do adversário): 3 (1 = 33,3%)

Gustavo já demonstrava um grande talento de acordo com o próprio treinador do Botafogo, Eduardo Barroca: “Naquele momento em que estávamos trabalhando juntos (pelo sub-20), ele realmente foi um jogador fantástico. Falei anteriormente e volto a falar que o Bochecha foi um dos atletas mais especiais com quem trabalhei na base com relação a talento“.

Bochecha com a taça do Brasileirão Sub-20 em 2016

Barroca, além de conhecer o talentoso volante que tem em mãos, é sem dúvida um dos responsáveis pela boa campanha feita pelo Botafogo nesse início de Campeonato Brasileiro de 2019. O treinador que preza pela posse de bola e jogo mais verticalizado – qualidades de Gustavo Bochecha -, priorizando uma boa saída desde a defesa e o protagonismo de seu time em campo, independente do local da partida, tem sabido como gerir o elenco e como utilizar as peças chaves para fazer a engrenagem funcionar.

Até mesmo pelo mau momento financeiro vivido pelo clube carioca, o treinador Eduardo Barroca conta com alguns (bons) jovens que, assim como Gustavo, integraram as categorias de base do clube: Diego (20, goleiro), Marcinho (23, zagueiro), Yuri (23, atacante), entre outros.

Com as características de jogo solicitadas pelo treinador indo de encontro com o estilo de jogo apresentado por Bochecha desde a base, o volante tem se destacado como um nome vindo de “baixo” que tem potencializado cada vez mais às suas qualidades.

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É preciso deixar claro que o volante não é um jogador que tem como característica pisar na área adversária, na verdade, Gustavo é o atleta que inicia as jogadas, que tira a bola da pressão adversária e que pratica ótimos passes e enfiadas de bola em profundidade.

E seus números pelo Brasileirão 2019 deixam isso bem mais claro:

De acordo com o site especializado em valorização de mercado de jogadores Transfermakt, entre os anos de 2017 e 2019 o valor de mercado do botafoguense subiu nada menos do que 2.500%, saindo da casa dos 50 mil euros para um milhão, duzentos e cinquenta mil euros atualmente.

Que o Botafogo possui uma joia em seu elenco já é de conhecimento geral (e se não é, deveria ser), resta saber qual será o caminho seguido tanto pelo jogador quanto pelo clube para lapidar esse diamante e elevar não só o nível do time quanto o seu próprio – e a ajuda de Eduardo Barroca tende a ser fundamental para o desenvolvimento do atleta.

Como dito anteriormente, Gustavo não tem por característica chegar muito a área adversária, e um dos motivos para isso acontecer é o fato de que o seu jogo funciona melhor atuando de trás, vendo as desmarcações de seus companheiros e distribuindo passes. Entretanto, quando é posto para jogar em posições mais avançadas – como um segundo volante ou um meio-campista que joga um pouco a frente dos volantes, por exemplo -, Bochecha consegue ter mais liberdade e produzir infiltrações que gerem ameaças ao adversário e até mesmo gols:

Percebe-se no vídeo acima, que o meio-campista se deslocou com velocidade buscando o espaço vazio nas costas da zaga e dos laterais, e quando o volante adversário percebe a sua chegada ele já não tem mais o tempo de reação necessário para cobrir esse movimento.

Apreciem, botafoguenses e torcedores em geral, apenas apreciem.

Da maneira que o jovem volante vem atuando não deverá demorar muito para que ele saia do Botafogo seja para um clube brasileiro que tenha melhores condições de fornecer salários e uma maior exposição do atleta, ou até mesmo para fora do país, em busca de um maior desenvolvimento do seu jogo e das suas qualidades.

Comente aqui o que você acha do Gustavo Bochecha e se ele caberia no meio-campo titular do seu clube de coração.

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