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PFTF – Brandt e a “vingança” amarela

O mês é Julho e o ano 2009. Mais exatamente no dia 01/07/09. Foi quando o Bayern de Munique adquiriu os serviços do atacante alemão Mario Gómez junto ao Stuttgart.

O valor? € 30.000.000.

Uma quantia e tanto para o clube que trouxe o Super Mario aos holofotes. Elenco que já contava com o jovem Sami Khedira (22), o arqueiro experiente Jens Lehmann (ex-Arsenal) e o brasileiro naturalizado alemão, Cacau. Time esse que terminou a temporada 2008/09 na terceira colocação da Bundesliga conseguindo assim, uma vaga para a disputa (das fases anteriores aos grupos) da Champions League.

Por que isso é importante? O que tem a ver com a contratação de Julian Brandt, camisa 10 do Bayer Leverkusen? Na verdade, muita coisa.

Naquela temporada, Mario Gómez foi o artilheiro do Stuttgart na Bundesliga e fechou o ano com nada modestos 35 gols. De fato, estava voando baixo o artilheiro! A tacada do Bayern foi certeira e demonstrava um de seus preceitos ao enfraquecer os adversários do Campeonato Alemão, contratando os destaques de seus respectivos clubes. E com Mario não foi diferente. Nem com Miroslav Klose (ex-Werder Bremen e maior artilheiro das Copas com 16 gols). Ou com Cláudio Pizarro (atualmente o segundo maior artilheiro estrangeiro do campeonato, com 197 gols somados). Ou com Ivica Olic, Daniel Van Buyten, Manuel Neuer, Mario Götze, Lewandowski, entre outros.

Acontece que o jogo virou com as novas contratações do Borussia Dortmund: Nico Schulz (26, ex-Hoffenheim), Thorgan Hazard (26, ex-Borussia Monchengladbach) e Julian Brandt (23, ex-Bayer Leverkusen) – o Player For The Future de hoje. O Borussia tem como característica formar jogadores em meio ao seu excepcional trabalho na base e dar minutos junto ao time principal, ou então, contratar jovens jogadores que podem vir a ter um futuro brilhante em campo. Foi assim com Roman Weidenfeller, Sebastian Kehl, Mario Götze, Nuri Şahin, Marcel Schmelzer e muitos outros.

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Julian Brandt – Facebook

Sendo assim, o Dortmund utilizou (até o momento) do modelo estabelecido e vitorioso, diga-se, realizado pelo rival de Munique. Brandt – que tem as características de um “Player For The Future” – cresceu de produção principalmente após a chegada do técnico holandês Peter Bosz, ao final de Dezembro de 2018.

Com Bosz, Julian Brandt passou a atuar como meio-campista pela esquerda, ao lado de Charles Aránguiz (volante) e Kai Havertz (meio-campista pela direita). Diferentemente de como vinha sendo com o antigo treineiro Heiko Herrlich, em que atuava preferencialmente pelas pontas e foi levado para a Copa do Mundo de 2018 por Joachim Löw também por isso, deixando ninguém menos do que Leroy Sané (Manchester City) de fora.

Peter Bosz soube explorar o que teve de melhor durante a sua primeira temporada no comando do Leverkusen, ao deslocar Julian Brandt da ponta para o meio campo, o treinador ganhou em velocidade, criatividade e qualidade na saída de bola. Com o estilo de jogo adotado pelo holandês, Brandt teve ao seu lado companheiros mais qualificados técnica e ofensivamente, trazendo ao jogo bastante intensidade que lhe permitiam dar liga junto ao time.

Com Heiko, Brandt participava de formações que possuíam normalmente 2 volantes, como o 4-2-3-1 e 3-4-3, o que acabava por segurar um pouco o seu jogo ao ficar “preso” pelos lados do campo. Isso mudou a partir da 18ª rodada da Bundesliga, quando Bosz buscou melhorar a saída de bola (centralizando-o junto no meio) e contribuindo mais para a criação de jogadas, com jogadas mais verticais, dribles e desmarcações que o tornaram um jogador um tanto quanto híbrido, que consegue se adaptar em diferentes funções e a diferentes setores.

A temporada 2019/20 tende a ser grandiosa para o Borussia Dortmund de Lucian Favre, temos portanto, uma janela de transferências inteira pela frente. Resta saber como será a formação do elenco, tanto para o jogadores que chegarão quanto para os que sairão e também para a adequação no time principal.

Levando em consideração que Brandt teve as melhores atuações na temporada quando atuou pelo meio e por ser um jogador com bastante mobilidade e boa leitura de jogo, o técnico francês do BvB pode utilizá-lo como um construtor de jogo tal como no final da última temporada. Ao lado de Delaney, fazendo o papel de Aranguiz e com Witsel atuando como um box-to-box como demonstrado por Kai Havertz (artilheiro do Bayer na Bundesliga com 17 gols e apenas 19 anos).

O que esperar de Brandt para a próxima temporada?

A atual temporada (18/19) não foi a mais goleadora do alemão, que anotou 7 gols, entretanto, quando o assunto é passes para gols, ele assistiu aos companheiros por 14 vezes em 33 presenças em campo – foi o quadragésimo quinto jogador com mais minutos jogados no campeonato e o quinto do Bayer nesse quesito, tendo atuado por 2.673 minutos.

Com os € 25.000.000 pagos ao Leverkusen pelo jovem meia alemão, é nítido se tratar de um jogador de certa forma estabelecido em cenário nacional, o que lhe falta, portanto, é a afirmação e transformação naquele jogador que se esperava que fosse ser, ao iniciar pelo Bayer.

Por se tratar de um jovem atleta, Brandt tem um caminho e tanto pela frente, com apenas 23 anos, Lucian Favre pode ser aquele que vai levá-lo a outro patamar, potencializando ainda mais as suas características e quem sabe, consagrando-o com maiores chances de disputar títulos nacionais e internacionais.

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Assim como o Player For The Future, você acredita que Brandt ainda tenha muita lenha para queimar? Comente aqui o que você pensa dessa contratação e desse jogador.

*Texto escrito originalmente no dia 23/05/2019

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