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Scout PFTF – José Cifuentes

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Nome: José Adoni Cifuentes Charcopa

Idade: 20 anos (12/03/1999)

Altura e Peso: 1,75 cm e 70 kg

Melhor pé: Direito

Naturalidade: Esmeraldas, Equador

Posição: Volante

Clube atual: América Quito (Equador)

Vencedor do prêmio do gol mais bonito da Copa do Mundo Sub-20 de 2019, José Cifuentes levou, juntamente com o centroavante Leonardo Campana, a seleção de seu país a um histórico terceiro lugar na competição mundial de seleções de base, sendo essa a melhor colocação dos equatorianos em toda a história do torneio. E como se não bastasse, o capitão Cifuentes se sagrou campeão do Sul-Americano Sub-20 pelo Equador também em 2019.

Análise

Volante de bom físico e muita vitalidade, José tem características que o fazem ser um segundo volante bastante promissor. É um jogador com bom passe, carrega e controla a bola muito bem e realiza remates de média distância com qualidade.

Apesar de ter atuado pelo Equador Sub-20 primordialmente como um camisa 8, Cifuentes tem bons atributos tanto físicos quanto técnicos que podem levá-lo a se adaptar em outras funções no campo, se for assim treinado. Uma das alternativas é se tornar um meia box-to-box (meia área a área), que como o próprio nome diz, é o jogador cuja função é “pisar” nas duas áreas, ou seja, tanto em seu campo de defesa quanto no ataque, sendo aquele elemento surpresa dentro da área adversária e tendo boa chegada a frente – função muito bem exercida por Paulinho em seus tempos de Corinthians. Em caso de maior necessidade como uma mudança de esquema ou para acrescentar versatilidade ao jogador, o equatoriano também poderia ser treinado como um meia-extremado, que é aquele jogador que faz o lado do campo na segunda linha de marcação, muito utilizado na formação 4-1-4-1 (no segundo “4”). Assim como o meia área a área, tal função exige muito do físico do atleta, pois esse atua intensamente tanto de forma defensiva quanto ofensiva, seja ajudando o lateral a fazer a “dobradinha” na marcação ou dando amplitude no campo ofensivo e puxando contra-ataques – tal função foi feita com maestria por Blaise Matuidi, seja na seleção francesa ou na Juventus da Itália.

Ao fim do torneio Sul-Americano, José chegou a uma média de 45.1 passes a cada 90 minutos, cuja porcentagem de acerto foi de 83,3%. Na imagem acima, o capitão equatoriano (destacado pelo círculo branco) recebe um passe de Jordan Rezabala (próximo a Cifuentes, pela direita), enquanto a jogada começa a ser construída, o lateral direito Richard Mina (no canto direito da imagem) se projeta no ataque em busca de um espaço nas costas do lateral venezuelano, tal espaço (demarcado por um círculo vermelho e preto) é onde a bola será lançada pelo Player For The Future Cifuentes por meio de um passe em profundidade. Ao receber a bola, Mina se aproxima da área e realiza o cruzamento em busca do centroavante Campana, que não consegue finalizar e a bola acaba sobrando para o camisa 11, Alvarado, que quase marca o segundo gol da partida.

Outro ponto a se destacar são os duelos defensivos em que o jogador enfrenta. Na competição em que foi campeão, ele chegou a uma média de 12.9 duelos/90 minutos, cujo índice de acerto foi de 59,2%, ou seja, a cada 13 disputas, José Adoni consegue recuperar/desarmas os adversários em 8 oportunidades. Para complementar, Cifuentes conseguiu também uma média de 12.18 recuperações/90 minutos e 4.64 interceptações por jogo. Números altos e que demonstram o bom poder de marcação do jogador. Na imagem acima vemos o recorte de um lance em que Cifuentes se desloca do ponto inicial (destacado pelo círculo vermelho e preto) em busca de uma recuperação, nesse caso, perseguindo o jogador colombiano até que esse retorne para o seu campo e fique sem opções de passe. Em momentos de pressão no adversário, tais perseguições e marcações cerradas são fundamentais para que o time recupere a bola rapidamente e mantenha o controle do jogo, entretanto, se mal treinadas podem gerar espaços nas costas do time e oportunidades para os adversários, devido aos espaços deixados.

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Conclusão

O Player For The Future de hoje poderia ser indicado para uma fartura de times no Brasil (e também fora de terras tupiniquins), entretanto, um time agora semifinalista da Copa do Brasil poderia vir a ser um destino grandioso para Cifuentes: o Cruzeiro.

O time azul celeste tem enfrentado problemas no miolo de seu meio-campo, Henrique (34) é o capitão do time e titular indiscutível (pelo menos para Mano Menezes), sua idade começa a bater a porta e falta-se ainda, um atleta que ganhe a posição para jogar ao seu lado. Lucas Silva recentemente encerrou a sua segunda passagem pelo clube mineiro, restando apenas Lucas Romero (25) e Ariel Cabral (31) para suprir a vaga disponível, acontece que, Ariel Cabral tem enfrentado problemas físicos de forma recorrente, ficando de fora de jogos importantes na temporada. Romero é um caso específico, pois, apesar de ter chances na volância cruzeirense, o argentino nunca se firmou e parece mais a vontade atuando como lateral direito do que como volante – função para qual foi contratado -, além disso, já se fala em uma saída do polivalente volante para o seu ex-clube Vélez Sarsfield, da Argentina.

Nº de partidas disputadas pelos volantes cruzeirenses

Diferentemente de muitas outras equipes que disputam o Brasileirão desse ano, o Cruzeiro conta com apenas 3 estrangeiros em seu elenco – a regra permite até 5 inscritos -, sendo esse mais um motivo que poderia auxiliar uma possível ida do volante equatoriano para o clube mineiro. Um dos pontos principais seria, no entanto, o valor do jogador, que de acordo com o transfermakt está na casa dos 750 mil euros (aproximadamente R$ 3.150.000,00 na cotação atual), tendo havido uma valorização de 300% em relação ao valor do atleta em dezembro/18. Tal valor parece baixo devido a inflação do mercado, entretanto, com o jogador aparecendo cada vez mais pelo América e atraindo interesses de clubes europeus como o Celtic, da Escócia, pode ser que a pedida do clube equatoriano venha a aumentar e muito – sem contar na atual situação financeira e extra-campo do Cruzeiro.

Comente aqui se você acredita que José Cifuentes seria um bom companheiro para atuar ao lado de Henrique (Lucas Romero ou Ariel Cabral) e qual seria o perfil ideal de um novo volante cruzeirense.

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