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Data Fifa que nada, Paolo Guerreiro quer a Copa. Copa do Brasil (semifinal). Internacional 3 x 0 Cruzeiro

Em meio ao jogaço finalizado minutos antes do início da segunda partida do dia, o Inter superou o Cruzeiro ainda em início de trabalho e chega embalado para a final diante dos paranaenses.

Segundo jogo do dia (04/09) pela Copa do Brasil, o Internacional se mostrou superior ao time mineiro do início ao fim, controlando a partida à sua maneira (sem a bola) e mantendo um Cruzeiro que passa pelo término com Mano Menezes e o início de relacionamento com Rogério Ceni sem vibração para competir.

Graças a dispensa solicitada junto a seleção peruana pelo próprio atacante, Paolo Guerrero deu nome e número ao embate entre os rivais sulistas ao anotar 2 gols, e a contar pela sua qualidade de sempre, o Inter sobrou em campo.

A partida

Formações iniciais via SofaScore

Um time medido a força física e intensidade de jogo, ditadas principalmente pelos meias Edenilson e Patrick, que tem papel fundamental durante os momentos do time realizar pressão alta/média e fechar os espaços que permitiriam ao portador da bola adversário causar maiores problemas ao elenco colorado. Dessa forma, foi possível ver os comandados de Odair Hellmann atuando de maneira mais agressiva, subindo as linhas e em alguns momentos sufocando a saída de bola cruzeirense. E também de forma reativa, numa estratégia mais impassível cujo objetivo era controlar o jogo negando espaços ao rival e fazendo-o jogar à sua maneira.

Rogério Ceni, por outro lado, pretende impor um estilo de jogo ligado à posse de bola, com uma saída muitas vezes à três, de forma sustentada e em busca de mais verticalidade e movimentação ofensiva. Treinador cujo estilo de jogo preferido é o ofensivo, diferentemente do seu antecessor, Rogério viu seu time pecar em momentos cruciais em relação ao que ele solicita a seus jogadores – muito disso se deve ao fato de o seu trabalho estar bem no início e também, pela quantidade de mudanças efetuadas para a partida de ontem.

Saída de jogo errada e pressão do Inter fizeram com que o Cruzeiro passasse sufoco no início da partida. Fonte: Globo.

Aos 37 segundos de partida, o volante Henrique, responsável por se aproximar da área para receber a bola vinda de Fábio ou de algum dos zagueiros, teve a carteira batida por Nico López, passando a pelota ao peruano Guerrero que, não fosse pela volta desesperada de Dedé e Fabrício, poderia ter aberto o placar desde antes do primeiro minuto.

No lance seguinte a esse, Pedro Rocha recebeu um belo passe dentro da grande área e finalizou em cima de Marcelo Lomba. A bola ainda sobraria para David rematar, mas com um chute torto a bola foi parar ao lado do gol gaúcho.

Passado o susto, o Inter tentou tirar proveito das dificuldades cruzeirenses durante as saídas de bola e foi pra cima do rival. Em meio as constantes perdas da posse nos duelos terrestres e aéreos disputados pelo time azul-celeste, Nico López teve liberdade para chegar próximo à área e finalizar com perigo aos 5′, assim como Victor Cuesta aos 15′, esse último com a bola passando muito próximo do ângulo esquerdo de Fábio.

Por diversos momentos, após recuperar a posse da bola através do erro do adversário, foi possível ver o time colorado atacando em transição com muitos jogadores vindos de trás transitando entre os diversos espaços deixados pelos defensores presentes na primeira e segunda linha de marcação do Cruzeiro. Novamente, situações assim ocorrem pelo fato de os jogadores cruzeirense ainda estarem a assimilar as (novas) ideias de seu treinador.

O maior campeão da Copa do Brasil ainda teria uma grande chance aos 32′ do primeiro tempo. Fábio fez um lançamento longo nos pés de Dodô, aberto pelo lado esquerdo em cima da linha divisória do gramado, o lateral então entrega para Marquinhos Gabriel que começa a trabalhar a jogada junto de seus companheiros de meio e ataque, não deixando nenhuma referência para os defensores do Inter marcarem. A bola acaba por sobrar para Thiago Neves que remata com curva, tirando tinta da trave direita de Lomba.

Gol de Guerrero, Internacional 1 x 0 Cruzeiro. Fonte: Premiere.

O primeiro gol do Inter é uma clara mostra do time marcando em bloco médio, esperando o Cruzeiro tomar a iniciativa do jogo e, num passe vertical dado por Dedé, Edenilson intercepta e lança Nico López para pegar a defesa celeste completamente fora de posição e em desvantagem posicional e numérica. D’Alessandro recebe o lançamento de Nico e cruza para a área, coube então a Paolo Guerrero apenas empurrar para as redes – Jadson que foi driblado anteriormente pelo uruguaio sequer consegue acompanhar o centroavante peruano e se antecipar ao cabeceio.

O Cruzeiro ainda tentou ameaçar a meta gaúcha em chute de Marquinhos Gabriel aos 43 minutos da primeira etapa, mas parou nas mão de Lomba.

2T

Posse de bola do Internacional divididas por zonas. Fonte: Footstats.

Com o placar favorável, o Inter se via cada vez mais seguro e pronto para jogar no contra-ataque, explorando sempre a infiltração de seus meio-campistas e a boa condução e capacidade criativa de seus pontas ou, meias pelos lados de campo.

As zonas onde se concentraram a maior quantidade da posse da bola do time de Odair foram nas laterais de meio e ataque, como destacadas pela imagem ao lado. Tais zonas representam a força ofensiva e como se dá o desenrolar do jogo do Inter. Em compensação o time cruzeirense teve o seu foco voltado para um ataque mais vertical (pelo meio de campo) e menos lateral.

Aos 8′ do segundo tempo, Patrick teve a primeira boa chance para os donos da casa e demonstrava que o jogo não mudaria tanto de figura em relação ao 1T. Precisando fazer 2 gols, Ceni mantém Henrique na zaga para qualificar a saída de bola e coloca Ariel Cabral no lugar de Dedé.

Aos 9′, Ariel sai jogando errado em meio a três marcadores do Inter ainda no campo de defesa do Cruzeiro e por um Fábio debaixo das traves, Nico não amplia o placar. 15 minutos mais tarde, havia um Paolo no caminho do clube mineiro, e Fábio nenhum impediria o golaço que ele iria fazer. Após cobrança de lateral próxima a área dos visitantes, D’Ale e Edenilson trocaram passes até a bola sobrar para Nico López já dentro da área, que teve o trabalho de encobrir Fabrício com um lindo passe e deixar Guerrero pronto para finalizar. Dois a zero.

Mais uma vez, buscando jogar pelo meio, o Cruzeiro erra um passe perigoso e coloca toda a sua defesa desprotegida a correr de forma desesperada atrás do ataque colorado, Nico López por sua vez não estava em uma noite de tanta inspiração e mandou a bola por cima do gol aos 27′.

Com exceção de um belo chute dado por Thiago Neves – o jogador mais perigoso do time na partida – aos 35′, o jogo foi mais do mesmo, com o time do supracitado camisa 10 errando passes durante a iniciação das jogadas e o Inter pressionando e rematando com certo perigo.

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Aos 44 um lance magistral.

Victor Cuesta faz um lançamento perfeito desde a própria área, para que Edenilson, do meio de campo, se mandasse em direção ao gol de Fábio. Com a bola ainda quicando, o camisa 8 encobre o ídolo cruzeirense na entrada da área com a tranquilidade de quem estava garantido na final e sacramenta a vitória maiúscula de seu time em campo.

Com a confirmação de que o Internacional será o segundo time a compor a final do torneio, Odair Hellmann e seus jogadores tem uma semana de descanso para começar a trabalhar as táticas e novas estratégias a serem utilizadas diante do Athletico.

Quem você acha que vence esse duelo? O time ofensivo e jovem do Athletico ou o experiente e forte time do Inter?

*Foto por Pedro H. Tesch / AGIF.

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