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Scout PFTF – Brian Ocampo

Nome: Brian Alexis Ocampo Ferreira

Idade: 20 (25/06/1999)

Altura e Peso: 1,72m e 74kg

Melhor pé: Direito

Nacionalidade: Uruguaia

Posição: Ponta-direita

Clube atual: Nacional

Natural da cidade de Florida, município localizado a mais de 100km da capital do país charrua, Brian foi formado nas divisões juvenis do poderoso Nacional-URU, quando adentrou o clube antes dos 15 anos de idade, e faz parte do elenco mais jovem do Campeonato Uruguaio de 2020, cuja média de idade é de 23,5 anos.

Ocampo fez a sua estreia no time principal do Nacional no início do segundo semestre de 2018, 5 meses após vencer a Libertadores Sub-20 com o time jovem dos Albos. Pelo clube, além do título supracitado, Brian acumula mais duas conquistas e dois vices, são eles:

  • TÍTULOS: Primera División (2019) e Supercopa (2019)
  • VICES: Primera División (2018) e Supercopa (2020)

Com apenas 20 anos de idade, o camisa 7 titular do Decano teve o seu contrato renovado recentemente até o ano de 2021 e promete brigar pelo posto de jogador importante para as ambições da equipe uruguaia já nessa temporada.

Análise

Jogador de muita coragem e ousadia com a bola no pé, Brian é um ponta-direita nato, capaz de ultrapassar adversários utilizando-se da sua capacidade de drible e velocidade. Aliada a sua potência física e de arrancada, Ocampo consegue percorrer longas distâncias e é um carregador de bola um tanto quanto impressionante.

Conforme o gráfico abaixo, criado pelo PFTF, Ocampo aparece entre os atletas sul-americanos sub-23 com 15 ou mais partidas realizadas na temporada passada (entre as 5 grandes ligas do continente), e que contam com o maior número de corridas progressivas e dribles dados, ambas as métricas por 90 minutos:

Ao todo, Brian chegou a incríveis 5.19 dribles dados e 3.1 corridas progressivas por partida, sendo inclusive, o segundo jogador com mais dribles conseguidos nas 5 grandes ligas sul-americanas. Também foi ele o jogador que mais bolas cruzou para a área adversária no Camp. Uruguaio, cuja média por partida foi de 6.9 cruzamentos e quase 33% de êxito nesse movimento, um número um tanto quanto decente, diga-se.

Recebimento em profundidade, drible e cruzamento

Com 3 gols e 3 assistências concedidas ao término de suas 20 partidas disputadas em 2019, Ocampo chegou a marca de 1.18 remates por jogo, mesmo número quando o assunto é assistências para remates. Logo, é possível perceber que apesar de atuar pelo lado de ataque, Brian tem qualidade o suficiente para servir e também para finalizar por si próprio. Seus chutes de média distância levam bastante perigo ao gol adversário, e o seu rácio de 50% de acerto à baliza comprovam exatamente isso, credenciando-o inclusive, para ser um dos cobradores de bolas paradas do time – uma das assistências foi feita através de uma cobrança de escanteio, enquanto que as outras duas vieram de cruzamentos pelo lado direito do campo.

Posicionado na ponta-esquerda, Ocampo recebe o esférico com um primeiro toque fino, executa o drible e remata com força
Infiltração na área adversária para remate de cabeça
Cobrança de escanteio curto, Ocampo recebe a bola, dribla o marcador já na entrada da grande área e manda um balaço

Acima, os três gols (em sequência) do ponta uruguaio mostrando suas principais habilidades: progressão com posse de bola, drible e remate de média distância. Além de possuir um jogo muito vivo próximo da grande área, Brian pode vir a ser induzido a experimentar avanços ainda mais verticais em direção à baliza adversária. Seus 2.69 toques na área por 90 minutos o colocam como o segundo jogador do Nacional nesse quesito, fator crucial que lhe permitiu marcar o gol diante do Wanderers, seu 2º tento na competição.

Defensivamente, Ocampo tende a recuar até a linha divisória do meio-campo formando uma “parede” com os demais meio-campistas do Nacional. Apesar de não ser um jogador muito ligado nos momentos defensivos, ele possui aspectos não só físicos, mas também mentais suficientemente bons para ser ativado nesses momentos e para que possa contribuir ainda mais com a equipe. Seus 42,5% de êxito em seus 6.73 duelos defensivos e 1.85 interceptações por partida são números razoáveis, e que podem ser ainda melhor trabalhados. Como o ponta-direita forma a segunda linha de 4 jogadores do time, se colocando portanto, mais à frente, suas roubadas de bola normalmente se dão já no meio-campo rival: das 3.7 recuperações por jogo, aproximadamente 57% ocorreram naquela zona do gramado.

Por fim, apesar da sua aptidão em ser o “arco” ou até mesmo a “flecha” a ser lançada em alguns momentos, é preciso atingir um maior nível quando olhamos para a sua capacidade de passe. Sua porcentagem de acerto beira os 65% (27.67 por jogo), números extremamente pobres quando se comparado com outros pontas da competição, como Facundo Pellistri (80,34%), Santiago Rodríguez (79,23%) e outros.

Conclusão

Jogador veloz de um ímpeto ofensivo aguçado, com ótima habilidade, capacidade de drible em velocidade e que consegue carregar o esférico como poucos jovens em terras sul-americanas. Brian é capaz de ser tanto o atleta que irá servir, como também o que irá finalizar. Ele tem muito em seu futebol e demonstra ser uma das grandes joias do elenco tricolor.

São Paulo

Com a saída de Antony para o futebol holandês, a vaga na ponta-direita do tricolor paulista precisará ser preenchida o quanto antes, seja com algum jogador já estabelecido no elenco do São Paulo ou advindo de Cotia. Com uma possível transferência de Brian para o time de Fernando Diniz, o treinador obteria uma reposição digna de respeito e que pode casar com as características e o estilo de jogo do time.

Se por um lado Ocampo é incisivo com movimentos de ruptura pelo flanco direito, pelo flanco oposto o garoto poderia receber orientações de modo que possa flutuar do lado para o centro e rematar em direção ao gol, tal como feito em 2 de seus 3 tentos anotados no ano passado. Com capacidade física para pressionar o adversário e se lançar em constantes transições ofensivas, caberia ao treinador um monitoramento e elevação da sua habilidade com os passes, visando uma maior abrangência em seus argumentos ofensivos e de capacidades associativas.

Enquanto que Antony tem um perfil bastante associativo, capaz de alimentar os companheiros com passes para gols e criando todo um sistema em cima do seu futebol, Brian é ainda mais agudo, porém, menos ligado nos momentos de temporização e de pausas, necessitando estabelecer velocidade e intensidade a todo momento. Resta saber, portanto, se é um encaixe ideal para o time e o clube, seja pelos 2 milhões de euros solicitados pelo Nacional e também por (eventualmente) substituir alguém de tanto peso.

Goiás

Que pese a saída da revelação do Campeonato Brasileiro de 2019, Michael, e a vinda do também ofensivo Kevin Quevedo, a custo-zero, Brian Ocampo seria uma aquisição de enorme potencial para as aspirações do clube goiano. Seja para uma maior rotatividade no Brasileirão/20, mas também nos momentos decisivos como a competição de mata-mata Sul-Americana, em que o clube retorna após 5 anos desde a última participação.

Com poucas contratações realizadas utilizando-se dos 7,5 milhões de euros (34,5 milhões de reais) recebidos pela transferência de Michael, o Goiás tem uma oportunidade de ouro nesse momento: dinheiro em caixa e um ótimo nome com potencial de revenda.

Esportivamente, Brian poderia realizar o mesmo papel que Michael em campo, sendo inclusive, 3 anos mais novo e tendo um futuro tão grandioso quanto. Capaz de realizar progressões, ativar transições ofensivas e contra-ataques (devido ao estilo de jogo da equipe), Ocampo seria o homem ideal para ocupar a vaga deixada pelo antigo camisa 11, e daria visibilidade não só ao seu bom futebol, mas também ao se manter em um nível superior ao praticado em seu país natal e elevar as suas habilidades como um todo.

Foto: Reprodução/Instagram.

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